Friday, July 22, 2005
Phone Call
_ Oi, e aí??? Tudo bem, é o Marcelo, da faculdade, aliás, que era da faculdade...
_ Oi, tudo bem??? Fala sumido.
_ Tava de férias. Te liguei, porque já que havia perguntado onde eu estava, resolvi te ligar. Vamos sair???
_ O que pode ser???
_ Hoje tem show do Wander Wildner no Vegas.
_ Você e os shows do Wander Wildner. Onde é?
_ Na zona, quer dizer, na Augusta. Parece um puteiro, mas não é mais. _ Que horas?
_ 22h, mas o show deve começar mais tarde.
_ Ah, bom, porque devo sair tarde daqui.
_ Se estiver afim, me liga... Eu passo aí e te pego.
_ Como me pegar??? Tá de carro??
_ Tô.
_ Que legal! Tenho que desligar, tô fechando.
_ Tá bom, sei que o horário não é bom. Beijo, tchau.
_ Tchau.
Lógico que ela não ligou. E eu pergunto: qual o problema em se repetir??? Pronto, agora eu sei que ela deve ter uma hojeriza ao bardo gaúcho. Não sabia, mas também não convido mais. Foda-se. Entretanto, não fui ao show. me deu raiva, desânimo, sono, agravados pela impossibilidade de o Flamengo sequer empatar com um Juventude desnorteado e com o goleiro manco.
Mas pior do que nunca ter dito antes que não gosta do mestre, é ser falsa, é ficar nesse morde-assopra, de perguntar onde é, quando, de ficar feliz pelo carro... Saco, quem se repete é você, baby, igualzinha àquela das aulas de Clássico, na USP, sempre provocando, sempre deixando com vontade, levando o idiota a convidá-la para uma baladinha que nunca acontece.
Bem, se um dia quiser ligar para desabafar sobre o seu amor platônico, eu vou desconversar. Vou dizer que estou fechado. Para balanço.
_ Oi, e aí??? Tudo bem, é o Marcelo, da faculdade, aliás, que era da faculdade...
_ Oi, tudo bem??? Fala sumido.
_ Tava de férias. Te liguei, porque já que havia perguntado onde eu estava, resolvi te ligar. Vamos sair???
_ O que pode ser???
_ Hoje tem show do Wander Wildner no Vegas.
_ Você e os shows do Wander Wildner. Onde é?
_ Na zona, quer dizer, na Augusta. Parece um puteiro, mas não é mais. _ Que horas?
_ 22h, mas o show deve começar mais tarde.
_ Ah, bom, porque devo sair tarde daqui.
_ Se estiver afim, me liga... Eu passo aí e te pego.
_ Como me pegar??? Tá de carro??
_ Tô.
_ Que legal! Tenho que desligar, tô fechando.
_ Tá bom, sei que o horário não é bom. Beijo, tchau.
_ Tchau.
Lógico que ela não ligou. E eu pergunto: qual o problema em se repetir??? Pronto, agora eu sei que ela deve ter uma hojeriza ao bardo gaúcho. Não sabia, mas também não convido mais. Foda-se. Entretanto, não fui ao show. me deu raiva, desânimo, sono, agravados pela impossibilidade de o Flamengo sequer empatar com um Juventude desnorteado e com o goleiro manco.
Mas pior do que nunca ter dito antes que não gosta do mestre, é ser falsa, é ficar nesse morde-assopra, de perguntar onde é, quando, de ficar feliz pelo carro... Saco, quem se repete é você, baby, igualzinha àquela das aulas de Clássico, na USP, sempre provocando, sempre deixando com vontade, levando o idiota a convidá-la para uma baladinha que nunca acontece.
Bem, se um dia quiser ligar para desabafar sobre o seu amor platônico, eu vou desconversar. Vou dizer que estou fechado. Para balanço.
Tuesday, July 12, 2005
Todo seu machismo
Ronnie Von capitaneia na TV Gazeta um programa até que bacana, o "Todo Seu"... Bom apresentador, boa pinta, simpático, deve estar levando várias velhinhas para a cama com o seu tom paternal, velhotas que não devem dormir sem ele. Gente boa. Mesmo.
O programa traz variações interessantes do mesmo... Como não tem grana, a produção não pode pagar jabá, nem cachê, então as atrações são quase sempre de segunda linha, mas não se pode negar, a partir de então, a criatividade de produtores e direção, que se viram bem.
A pauta é sempre boa, o Ronnie dificilmente vacila nas entrevistas ou fica com cara de retardado. Quando tem música, então, ele manja muito e ainda dá uma canjinha, quase sempre... E o programa, todos os dias, tem um quadro que poderia ser muito legal: o "Visão Masculina". Sempre no fim do programa.
Um chef toscão, dono de um restaurante de shopping, figuraço, fica preparando umas massas com molhos exóticos, enquanto o Ronnie manda as perguntas do tipo "consultório sentimental" de seus telespectadores para os convidados do dia que, lógico, não são do métier da psicanastria (ops, psicologia) e ficam ali tomando um vinho, enquanto esperam o macarrão.
Os convidados, sempre homens, claro, desfilam várias pérolas machistas. Nas duas vezes em que vi o quadro, Ronnie levou humoristas. Um dia estava o Beto Hora, ontem o Pardini e um de seus asseclas do falido Café com Bobagem... O quadro poderia ser bem melhor se fosse melhor preparado e os humoristas pudessem ensaiar umas piadas entre uma pergunta e outra. No improviso, os caras mandam piadas extremamente sem graça e acabam levando a sério o papo de consultor sentimental...
Entretanto, posso dizer que o programa Todo Seu é a melhor coisa que passa na Gazeta. Outro dia, fora os horários dados para vender de tudo um pouco, à tarde, estava vendo aqueles programas idiotas para tiazinhas e lá estava Magrão, que junto com o Luchetti protagonizou aquela época em que os nossos domingos viraram o reino da baixaria com "Banheira do Gugu", "PCC", "Latininho" e etc...
No meio de um papo com aquela fofoqueira que é uma drag (Mamma Bruschetta???) e com aquela apresentadora com cara de sonsa, o Magrão solta para a apresentadora: "Já tá ganhando melhorzinho, já???". Embasbacada, ela responde: "Aqui na casa a gente se esforça, todo mundo trabalha junto para trazer as janelas (publicidades) e vai melhorando um pouquinho"... P... eu lá quero saber se esse povo ganha bem. Se tá na Gazeta se fodendo, tem mais é que pagar para aparecer!!!
Ronnie Von capitaneia na TV Gazeta um programa até que bacana, o "Todo Seu"... Bom apresentador, boa pinta, simpático, deve estar levando várias velhinhas para a cama com o seu tom paternal, velhotas que não devem dormir sem ele. Gente boa. Mesmo.
O programa traz variações interessantes do mesmo... Como não tem grana, a produção não pode pagar jabá, nem cachê, então as atrações são quase sempre de segunda linha, mas não se pode negar, a partir de então, a criatividade de produtores e direção, que se viram bem.
A pauta é sempre boa, o Ronnie dificilmente vacila nas entrevistas ou fica com cara de retardado. Quando tem música, então, ele manja muito e ainda dá uma canjinha, quase sempre... E o programa, todos os dias, tem um quadro que poderia ser muito legal: o "Visão Masculina". Sempre no fim do programa.
Um chef toscão, dono de um restaurante de shopping, figuraço, fica preparando umas massas com molhos exóticos, enquanto o Ronnie manda as perguntas do tipo "consultório sentimental" de seus telespectadores para os convidados do dia que, lógico, não são do métier da psicanastria (ops, psicologia) e ficam ali tomando um vinho, enquanto esperam o macarrão.
Os convidados, sempre homens, claro, desfilam várias pérolas machistas. Nas duas vezes em que vi o quadro, Ronnie levou humoristas. Um dia estava o Beto Hora, ontem o Pardini e um de seus asseclas do falido Café com Bobagem... O quadro poderia ser bem melhor se fosse melhor preparado e os humoristas pudessem ensaiar umas piadas entre uma pergunta e outra. No improviso, os caras mandam piadas extremamente sem graça e acabam levando a sério o papo de consultor sentimental...
Entretanto, posso dizer que o programa Todo Seu é a melhor coisa que passa na Gazeta. Outro dia, fora os horários dados para vender de tudo um pouco, à tarde, estava vendo aqueles programas idiotas para tiazinhas e lá estava Magrão, que junto com o Luchetti protagonizou aquela época em que os nossos domingos viraram o reino da baixaria com "Banheira do Gugu", "PCC", "Latininho" e etc...
No meio de um papo com aquela fofoqueira que é uma drag (Mamma Bruschetta???) e com aquela apresentadora com cara de sonsa, o Magrão solta para a apresentadora: "Já tá ganhando melhorzinho, já???". Embasbacada, ela responde: "Aqui na casa a gente se esforça, todo mundo trabalha junto para trazer as janelas (publicidades) e vai melhorando um pouquinho"... P... eu lá quero saber se esse povo ganha bem. Se tá na Gazeta se fodendo, tem mais é que pagar para aparecer!!!
Monday, July 11, 2005
A EXPLICAÇÃO DO AMOR
Cunnilingus, punheta, chupada no mamilo, penetração no chiaro escuro, penetração no claro, pentelhos, buceta entreaberta, pau duro, bondage, tapas na cara, uma chupeta completa com orgasmo para lá de explícito e nove canções mais música incidental de Michael Nyman... Nenhuma ou pouca história, mais as letras das canções. E solidão e a Antarctica. Com estes elementos e dois atores "voluntariosos", Michael Winterbottom (o mesmo de "24 Hour Party People") explica o que é, como é, como se dá e como termina o amor.
Simplesmente genial, "9 Canções" usa as letras das músicas para contar a história de um casal jovem, bonito, no auge da vida, sem muitos problemas, que se apaixona e se larga ao longo de alguns dias do outono londrino. E, dessa forma, Winterbottom resume o amor: uma sucessão de atração, trepadas a toda hora e fim sempre sem muita explicação, com alguma dose de desonestidade de uma das partes, claro. No caso, dela, que não conta logo de cara que tinha que voltar para os EUA, talvez para continuar se aproveitando do longo pau do otário apaixonado.
Em silêncio, com diálogos minimalistas e narrações idem, o personagem principal, Matt, resume logo no começo do filme o que realmente importou na história dele com a americana: "Bem, não importam muito as palavras que ela disse, o que importa foi o que aconteceu". O diretor prova, em 80 minutos, como é possível fazer um filme sem história e contar história quase sem palavras. O verdadeiro cinema.
Tal qual como era em 1928, mudo como em "O Homem das Novidades" ("The Cameraman"), de Buster Keaton. Um ator genial, com uma cara genial, um humor corporal e muita, muita técnica cinematográfica. Também em poucos minutos, Keaton conta como um homem pode ser um idiota e até se tornar um herói do dia para a noite por causa de um amor. Filme perfeito, mas que melhora muito a partir da entrada em cena de um engraçadíssimo mico. Imperdíveis, os dois filmes podem ser vistos em São Paulo no Espaço Unibanco.
E na saída do cinema eu vivi o amor pleno em uma questão de cinco segundos. Uma loira de cabelo desgrenhado, óculos, um terninho bonito e calça justa passa por mim. Furo seus olhos com um olhar fulminante, tentando decupar o que ela pensava. Seus lábios tremem e ela entreabre a boca, entre assustada e admirada (talvez???), olho para trás e ela está me olhando de volta. Não voltei. Deveria. Seus olhos e sua expressão estão gravados na minha memória.
Até amanhã,
Cunnilingus, punheta, chupada no mamilo, penetração no chiaro escuro, penetração no claro, pentelhos, buceta entreaberta, pau duro, bondage, tapas na cara, uma chupeta completa com orgasmo para lá de explícito e nove canções mais música incidental de Michael Nyman... Nenhuma ou pouca história, mais as letras das canções. E solidão e a Antarctica. Com estes elementos e dois atores "voluntariosos", Michael Winterbottom (o mesmo de "24 Hour Party People") explica o que é, como é, como se dá e como termina o amor.
Simplesmente genial, "9 Canções" usa as letras das músicas para contar a história de um casal jovem, bonito, no auge da vida, sem muitos problemas, que se apaixona e se larga ao longo de alguns dias do outono londrino. E, dessa forma, Winterbottom resume o amor: uma sucessão de atração, trepadas a toda hora e fim sempre sem muita explicação, com alguma dose de desonestidade de uma das partes, claro. No caso, dela, que não conta logo de cara que tinha que voltar para os EUA, talvez para continuar se aproveitando do longo pau do otário apaixonado.
Em silêncio, com diálogos minimalistas e narrações idem, o personagem principal, Matt, resume logo no começo do filme o que realmente importou na história dele com a americana: "Bem, não importam muito as palavras que ela disse, o que importa foi o que aconteceu". O diretor prova, em 80 minutos, como é possível fazer um filme sem história e contar história quase sem palavras. O verdadeiro cinema.
Tal qual como era em 1928, mudo como em "O Homem das Novidades" ("The Cameraman"), de Buster Keaton. Um ator genial, com uma cara genial, um humor corporal e muita, muita técnica cinematográfica. Também em poucos minutos, Keaton conta como um homem pode ser um idiota e até se tornar um herói do dia para a noite por causa de um amor. Filme perfeito, mas que melhora muito a partir da entrada em cena de um engraçadíssimo mico. Imperdíveis, os dois filmes podem ser vistos em São Paulo no Espaço Unibanco.
E na saída do cinema eu vivi o amor pleno em uma questão de cinco segundos. Uma loira de cabelo desgrenhado, óculos, um terninho bonito e calça justa passa por mim. Furo seus olhos com um olhar fulminante, tentando decupar o que ela pensava. Seus lábios tremem e ela entreabre a boca, entre assustada e admirada (talvez???), olho para trás e ela está me olhando de volta. Não voltei. Deveria. Seus olhos e sua expressão estão gravados na minha memória.
Até amanhã,
Sunday, July 03, 2005
Tanta coisa...
Para falar, putaquipariu, tanta coisa... Vai pra merda, vai tomar no cu, vai se foder, vai tocar uma siririca com um taco de beisebol, com uma trave de futebol... E devolve meu CD, sua egoistinha de merda, senão eu não devolvo o seu. E olha que me saio bem melhor na troca. O teu é raro, o meu eu acho em qualquer esquina...
E o Live 8, hein??? Foi foda, não??? Só senti falta de uma música: "Help The Poor"... "Help the poor, won´t you help poor me"... Teve um monte de merda, mas, no geral, a cobertura da MTVBrasil foi legal. A Marina dizendo que o Roxy Music entrou no espírito quase Beatles com a versão de "Jealous Guy" foi foda. Ela nem para lembrar que a banda ficou mega-conhecida graças ao cover da música de Lennon.
E o Pink Floyd, hein??? Sensacional. Cagadas-master: não terem passado nada do The Cure, em Paris, e do Neil Young, no Canadá. Pensei que íam mostrar hoje. Nada. But Green Day Saved The Day.
E o disco novo do Lobão??? Ainda não captei direito. Vou tentar de novo. "Seda" é muito boa. As lentas são boas. As pesadas estão esquisitas, parecendo barulho por barulho, mas eu não ainda não tenho certeza, tá??? Vou ouvir de novo.
E a partir de 11 de julho, quando este blog só falará de TV e bizarrices, alguns temas que pretendo abordar: Ovelha, The Gathering at Big Folha´s Theatre; Gordo Freak Show; Todo Seu, o programa de Ronnie Von na Gazeta; Indies indiotas e muito mais...
Para falar, putaquipariu, tanta coisa... Vai pra merda, vai tomar no cu, vai se foder, vai tocar uma siririca com um taco de beisebol, com uma trave de futebol... E devolve meu CD, sua egoistinha de merda, senão eu não devolvo o seu. E olha que me saio bem melhor na troca. O teu é raro, o meu eu acho em qualquer esquina...
E o Live 8, hein??? Foi foda, não??? Só senti falta de uma música: "Help The Poor"... "Help the poor, won´t you help poor me"... Teve um monte de merda, mas, no geral, a cobertura da MTVBrasil foi legal. A Marina dizendo que o Roxy Music entrou no espírito quase Beatles com a versão de "Jealous Guy" foi foda. Ela nem para lembrar que a banda ficou mega-conhecida graças ao cover da música de Lennon.
E o Pink Floyd, hein??? Sensacional. Cagadas-master: não terem passado nada do The Cure, em Paris, e do Neil Young, no Canadá. Pensei que íam mostrar hoje. Nada. But Green Day Saved The Day.
E o disco novo do Lobão??? Ainda não captei direito. Vou tentar de novo. "Seda" é muito boa. As lentas são boas. As pesadas estão esquisitas, parecendo barulho por barulho, mas eu não ainda não tenho certeza, tá??? Vou ouvir de novo.
E a partir de 11 de julho, quando este blog só falará de TV e bizarrices, alguns temas que pretendo abordar: Ovelha, The Gathering at Big Folha´s Theatre; Gordo Freak Show; Todo Seu, o programa de Ronnie Von na Gazeta; Indies indiotas e muito mais...
Problemas técnicos
Este blog encontra-se com problemas mentais, afetivos e de saúde... Contamos com a sua compreensão. O blog tentará não falar mais de mulher, nem de saudade de mulher, nem de dor de cotovelo, até segunda ordem. O mesmo deverá dedicar-se a resenhas da programação televisiva, a exaltações de caráter ufanista e a revisão do dito brega.
E tenho dito.
Este blog encontra-se com problemas mentais, afetivos e de saúde... Contamos com a sua compreensão. O blog tentará não falar mais de mulher, nem de saudade de mulher, nem de dor de cotovelo, até segunda ordem. O mesmo deverá dedicar-se a resenhas da programação televisiva, a exaltações de caráter ufanista e a revisão do dito brega.
E tenho dito.