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Wednesday, June 01, 2005

Rio a três

Fui para o Rio com o objetivo de esquecer duas mulheres. Esquecer apenas no sentido de que não é mais necessário tentar qualquer coisa. Nada de satanizar. Elas terão, cada uma delas, seu altarzinho, pelos serviços prestadps. Cada uma foi muito boa a sua maneira, cada uma me ensinou alguma coisa. As duas me magoaram um pouco, cada uma a seu modo.

Mas a cabeça de um homem que ainda sente algo, por mais cansado da batalha que esteja, é meio confusa. E essa cabeça apronta e ao invés de te colocar em algum lugar onde você poderá conhecer gente, te deixa sob um guarda-sol, de frente para uma grande amiga, sob os auspícios do outeiro da Glória, mas o que faz o homem??? Liga para as (agora tais) duas mulheres!!! Parabéns, Zoydão!!! Genial!!!

Ai, Rio, lugar que me inspira deveras. Como é bom andar por tuas ruas, te olhar pela lente da câmera, te escutar, ouvir suas histórias, ainda que seja um debate entre quatro de seus cidadãos, questionando a economia, de olhos e cérebro somente entreabertos.

Rodoviária, Botafogo, Ipanema, Arpoador, Copacabana, me engana (ah, na noite perdida caminhar na tua calçada fez-me me achar), Lagoa, Lapa, Bairro de Fátima, Centro, divino centro de odores. Glória dos homens e da mãe de Deus, Flamengo, ai meu Flamengo, que fazes contra a agremiação pó-de-arroz em Volta Redonda???

Pois foi assim minha viagem ao Rio. Tive que voltar a ser comunitário, a sentar com mais do que eu mesmo e mais um, na mesa de um bar. Ter que ficar esperando o tempo passar a espera sempre de mais alguém, alguém para completar a mesa, a turma, a piada. Isso é a coisa mais legal do Rio. Lá só é sozinho quem é muito chato.

E eu queria agradecer aos meus dois grandes amigos que me permitem ver o Rio assim: o Bruno e a Gabi. Foram eles que me agüentaram nesses quatro dias de solidão junto com os outros. Talvez a minha grande obra na vida tenha sido juntar esses dois num dia de janeiro em Santa Teresa, onde comecei a ver um Rio diferente do que eu tinha em mente, há um ano e meio atrás. Um dia ainda vou encontrar um amor no Rio e os três serão quatro.

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