Monday, May 23, 2005
Seu Jorge ganha novo fã
Pois é, minha gente. Eu já simpatizava com o ator Seu Jorge, vide o papel bacana que ele teve em "Cidade de Deus", mas as versões que o cara criou para a obra de Bowie para a trilha do filme "A Vida Aquática de Steve Zissou", de Wes Anderson, são simplesmente maravilhosas e tiraram todas as dúvidas que eu tinha quanto a ele.
O sujeito, nas versões, praticamente ignora os originais e cria, na verdade, novas músicas, até porque as batidas glam de Bowie ganham um jingado novo na batida de violão do ator/cantor.
Depois de duas horas de um filme maravilhoso, em que somos jogados, como os movimentos de um barco á deriva, de aventura para comédia, de drama para pastelão, de romance para ficção científica, os letreiros começam a subir e é impossível sair do cinema sem terminar de ouvir o original de "Queen Bitch",do Bowie, seguida da versão brasileira de Seu Jorge.
Filme imperdível e não é só pela trilha: corra, pois aqui em Sampa, ridículo, o filme só está passando em duas salas de cinema.
Aliás, se alguém descobrir as letras das versões de Seu Jorge em algum lugar, favor mandar ou avisar onde tem.
Pois é, minha gente. Eu já simpatizava com o ator Seu Jorge, vide o papel bacana que ele teve em "Cidade de Deus", mas as versões que o cara criou para a obra de Bowie para a trilha do filme "A Vida Aquática de Steve Zissou", de Wes Anderson, são simplesmente maravilhosas e tiraram todas as dúvidas que eu tinha quanto a ele.
O sujeito, nas versões, praticamente ignora os originais e cria, na verdade, novas músicas, até porque as batidas glam de Bowie ganham um jingado novo na batida de violão do ator/cantor.
Depois de duas horas de um filme maravilhoso, em que somos jogados, como os movimentos de um barco á deriva, de aventura para comédia, de drama para pastelão, de romance para ficção científica, os letreiros começam a subir e é impossível sair do cinema sem terminar de ouvir o original de "Queen Bitch",do Bowie, seguida da versão brasileira de Seu Jorge.
Filme imperdível e não é só pela trilha: corra, pois aqui em Sampa, ridículo, o filme só está passando em duas salas de cinema.
Aliás, se alguém descobrir as letras das versões de Seu Jorge em algum lugar, favor mandar ou avisar onde tem.
Wednesday, May 11, 2005
A Queda
Acabo de ter o (des)prazer de assistir "A Queda", que conta a história dos últimos dias de Hitler e de toda a idiotice que ele personificou. O filme se baseia, principalmente, no relato da secretária do "führer", Truedl Junge.
Ridículo o argumento de alguns críticos, inclusive Wim Wenders, de que o filme humaniza Hitler no mau sentido, ou seja, o torna um ser humano com falhas como qualquer outro.
O filme mostra sim um ser humano, mas o pior que há nele: a megalomania, a tirania, o desrespeito pelo próximo, a falta de compaixão, a covardia. Além disso, o filme dá pistas sobre como o povo alemão caiu no seu "H", sem trocadilho, durante todos aqueles anos, principalmente os seis entre 1939 e 1945.
Graficamente, o filme mostra detalhadamente, até demais, aquele mundo de horror, tornando "fichinha" as cenas de "O Resgate do Soldado Ryan" ou de "A Lista de Schindler". As cores que existem no filme, praticamente, são apenas o cinza dos destroços e o vermelho do fogo e do sangue, sangue de alemães tolos que seguiram Hitler cegamente até o fim, inclusive cumprindo a risca juras de morte feitas ao chefe antes do suicídio deste.
É essa imagem, mais que tudo, desse lixo humano chamado Hitler, e de sua herança, o Nazismo, de sua covardia e desprezo pelo povo alemão e do mundo que fica patente em "A Queda", um filme que deveria ser obrigatório para toda a humanidade.
Acabo de ter o (des)prazer de assistir "A Queda", que conta a história dos últimos dias de Hitler e de toda a idiotice que ele personificou. O filme se baseia, principalmente, no relato da secretária do "führer", Truedl Junge.
Ridículo o argumento de alguns críticos, inclusive Wim Wenders, de que o filme humaniza Hitler no mau sentido, ou seja, o torna um ser humano com falhas como qualquer outro.
O filme mostra sim um ser humano, mas o pior que há nele: a megalomania, a tirania, o desrespeito pelo próximo, a falta de compaixão, a covardia. Além disso, o filme dá pistas sobre como o povo alemão caiu no seu "H", sem trocadilho, durante todos aqueles anos, principalmente os seis entre 1939 e 1945.
Graficamente, o filme mostra detalhadamente, até demais, aquele mundo de horror, tornando "fichinha" as cenas de "O Resgate do Soldado Ryan" ou de "A Lista de Schindler". As cores que existem no filme, praticamente, são apenas o cinza dos destroços e o vermelho do fogo e do sangue, sangue de alemães tolos que seguiram Hitler cegamente até o fim, inclusive cumprindo a risca juras de morte feitas ao chefe antes do suicídio deste.
É essa imagem, mais que tudo, desse lixo humano chamado Hitler, e de sua herança, o Nazismo, de sua covardia e desprezo pelo povo alemão e do mundo que fica patente em "A Queda", um filme que deveria ser obrigatório para toda a humanidade.