Wednesday, September 29, 2004
Boas novas
Ah, a doce vida de crítico... Putz grila, não gosto muito de falar de música, criticar, mas sempre acabo criticando, não tem jeito.
Mas hoje não vou malhar não. Acabei de voltar de um show simplesmente maravilhoso do Ludov no estranho (nunca me acostumo com aquele lugar) teatro do Sesc Pompéia.
Devido ao clima, a luz de teatro, com disco já na fase de mixagem, com a ansiedade no rosto de cada um deles, diante do VMB, a banda resolveu tocar as músicas novas do futuro disco. E tudo está muito bom. 55 minutos de show excelente. Já há pelo menos três músicas que vão pegar. Uma delas já está no site da banda (www.ludov.com.br), entre os vídeos da apresentação deles no Bem Brasil, chama-se "Dorme em Paz". Vai ser hit com certeza!
É incrível como a banda consegue criar melodias incríveis, letras criativas e soar tudo tão bacana, num mix tão inteligente de influências que faz a gente suspirar feliz, pois existem grandes bandas e artistas no país hoje em dia: Los Hermanos, Skank, Ira!, Ludov, Acústicos & Valvulados, Wander Wildner e Cachorro Grande. É uma turma imensa com um som denso e principalmente letras longe da indigência.
Ah, a doce vida de crítico... Putz grila, não gosto muito de falar de música, criticar, mas sempre acabo criticando, não tem jeito.
Mas hoje não vou malhar não. Acabei de voltar de um show simplesmente maravilhoso do Ludov no estranho (nunca me acostumo com aquele lugar) teatro do Sesc Pompéia.
Devido ao clima, a luz de teatro, com disco já na fase de mixagem, com a ansiedade no rosto de cada um deles, diante do VMB, a banda resolveu tocar as músicas novas do futuro disco. E tudo está muito bom. 55 minutos de show excelente. Já há pelo menos três músicas que vão pegar. Uma delas já está no site da banda (www.ludov.com.br), entre os vídeos da apresentação deles no Bem Brasil, chama-se "Dorme em Paz". Vai ser hit com certeza!
É incrível como a banda consegue criar melodias incríveis, letras criativas e soar tudo tão bacana, num mix tão inteligente de influências que faz a gente suspirar feliz, pois existem grandes bandas e artistas no país hoje em dia: Los Hermanos, Skank, Ira!, Ludov, Acústicos & Valvulados, Wander Wildner e Cachorro Grande. É uma turma imensa com um som denso e principalmente letras longe da indigência.
Tuesday, September 28, 2004
Eu quero um Metrô Paulista melhor
Amigos, sei que muitos de vocês são usuários do Metrô Paulista (linha verde), que eu acho o pior de São Paulo. Como odeio a palavra odeio e não queria criar mais um grupo de ódio no Orkut, criei uma comunidade no Orkut com o nome acima, cujo objetivo é dar sugestões que, dentro de um prazo x, serão encaminhadas à direção do Metropolitano de São Paulo.
Está cansado do calor insuportável em qualquer estação do ano? Da espera absurda nos horários de vale? Do péssimo serviço aos sábados e domingos, com o fechamento de várias entradas/saídas? Das filas para comprar bilhete a qualquer horário? Do desastre de engenharia que é a estação Vila Madalena? Quer cobrar da companhia um serviço melhor??? Escreva lá. Sem comentários anônimos e com português correto.
A comunidade está dentro das comunidades da minha página (Marcelo Zoyd) no Orkut.
Amigos, sei que muitos de vocês são usuários do Metrô Paulista (linha verde), que eu acho o pior de São Paulo. Como odeio a palavra odeio e não queria criar mais um grupo de ódio no Orkut, criei uma comunidade no Orkut com o nome acima, cujo objetivo é dar sugestões que, dentro de um prazo x, serão encaminhadas à direção do Metropolitano de São Paulo.
Está cansado do calor insuportável em qualquer estação do ano? Da espera absurda nos horários de vale? Do péssimo serviço aos sábados e domingos, com o fechamento de várias entradas/saídas? Das filas para comprar bilhete a qualquer horário? Do desastre de engenharia que é a estação Vila Madalena? Quer cobrar da companhia um serviço melhor??? Escreva lá. Sem comentários anônimos e com português correto.
A comunidade está dentro das comunidades da minha página (Marcelo Zoyd) no Orkut.
Presença de espírito
De Michael Schumacher, sobre o que teria provocado a rodada, no sábado, que o obrigou a largar dos boxes no GP de Xangai: "Talvez o problema esteja entre o tanque de combustível e o volante".
N.do.A.: Para quem não sabe, o tanque de combustível de um F-1 fica nas costas no piloto.
De Michael Schumacher, sobre o que teria provocado a rodada, no sábado, que o obrigou a largar dos boxes no GP de Xangai: "Talvez o problema esteja entre o tanque de combustível e o volante".
N.do.A.: Para quem não sabe, o tanque de combustível de um F-1 fica nas costas no piloto.
Pergunta que não quer calar...
Alguém aqui já respondeu a uma pesquisa eleitoral?
Alguém aqui já respondeu a uma pesquisa eleitoral?
Wednesday, September 22, 2004
Tempos de poeta
A música sempre foi para mim essencial, tanto que passei a produzir a minha própria música. Tive bandas de 1991 à 1996. A primeira foi a Nowhere Band, que depois virou só Nowhere. Com o fim da Nowhere, eu e o Mauro (vocalista) montamos o power-trio-bagaceiro Embryo, banda da qual me orgulho muito.
A Nowhere gravou uma demo ao vivo, tirada de P.A., e uma de estúdio, com três músicas. O Embryo gravou duas demos no estúdio de rádio da faculdade, "making Embryo" e "Again?", mais uma ao vivo no Retrô, aqui em São Paulo, batizada de "Let it Burn Live".
As duas bandas cantavam em inglês. Hoje o meu pensamento é completamente diferente. E eu acho que se deve cantar na língua do país em que você está. Vivo no Brasil, pretendo compor em português daqui para a frente, nas novas bandas que eu tiver até o dia do juízo final.
Só não quero viver de passado, mas quero a oportunidade de colocar em análise um trabalho, principalmente o do Embryo, que eu acho que foi bem bacana, mesmo com cover de "A Guerra dos Meninos", com coro cossaco e tudo.
Abaixo, uma letra que eu escrevi em 29/03/1996, como vocês vão perceber eu era muito mais psicopata. Na época, namorava uma menina, mas era apaixonado desastrosamente por outra, uma coisa bem século XIX. Como eu já havia saído da faculdade, o Embryo não gravava mais demos nessa época (a banda se desfez no mesmo ano, após a impossibilidade de juntar o grupo depois que vim para São Paulo trabalhar no prédio amarelo do inferno) e desde então procuro pessoas legais para voltar a tocar, mas nunca consegui... Ah, essa música abaixo era uma mistura de Jesus & mary Chain, V.U. e Smashing Pumpkins... Eu que fazia o lead vocal.
March, 1977
I couldn´t wait that long
Tomorrow´s another song
Today I won´t go home
And yesterday was just a song
Sometimes I wonder
I could stand in the rain
Waiting for the sun to shine
Sometimes I wonder
I could break ev´ry door
But I´ll wait for you tonight
Sometimes I wonder
I can´t wait that long
Believing the moon is too high
Sometimes I wonder
I can fuck all night long
But I´m waiting for you tonight
For me it´s allright
It was just a night
I lost my sight
And my way tonight
A música sempre foi para mim essencial, tanto que passei a produzir a minha própria música. Tive bandas de 1991 à 1996. A primeira foi a Nowhere Band, que depois virou só Nowhere. Com o fim da Nowhere, eu e o Mauro (vocalista) montamos o power-trio-bagaceiro Embryo, banda da qual me orgulho muito.
A Nowhere gravou uma demo ao vivo, tirada de P.A., e uma de estúdio, com três músicas. O Embryo gravou duas demos no estúdio de rádio da faculdade, "making Embryo" e "Again?", mais uma ao vivo no Retrô, aqui em São Paulo, batizada de "Let it Burn Live".
As duas bandas cantavam em inglês. Hoje o meu pensamento é completamente diferente. E eu acho que se deve cantar na língua do país em que você está. Vivo no Brasil, pretendo compor em português daqui para a frente, nas novas bandas que eu tiver até o dia do juízo final.
Só não quero viver de passado, mas quero a oportunidade de colocar em análise um trabalho, principalmente o do Embryo, que eu acho que foi bem bacana, mesmo com cover de "A Guerra dos Meninos", com coro cossaco e tudo.
Abaixo, uma letra que eu escrevi em 29/03/1996, como vocês vão perceber eu era muito mais psicopata. Na época, namorava uma menina, mas era apaixonado desastrosamente por outra, uma coisa bem século XIX. Como eu já havia saído da faculdade, o Embryo não gravava mais demos nessa época (a banda se desfez no mesmo ano, após a impossibilidade de juntar o grupo depois que vim para São Paulo trabalhar no prédio amarelo do inferno) e desde então procuro pessoas legais para voltar a tocar, mas nunca consegui... Ah, essa música abaixo era uma mistura de Jesus & mary Chain, V.U. e Smashing Pumpkins... Eu que fazia o lead vocal.
March, 1977
I couldn´t wait that long
Tomorrow´s another song
Today I won´t go home
And yesterday was just a song
Sometimes I wonder
I could stand in the rain
Waiting for the sun to shine
Sometimes I wonder
I could break ev´ry door
But I´ll wait for you tonight
Sometimes I wonder
I can´t wait that long
Believing the moon is too high
Sometimes I wonder
I can fuck all night long
But I´m waiting for you tonight
For me it´s allright
It was just a night
I lost my sight
And my way tonight
Sunday, September 19, 2004
Cenas de um casamento
A pequena hoje estava agitada. Afinal, o casamento de dois desconhecidos poderia lhe servir como uma espécie de treino para o "bico" de dama de honra que ela, em breve, fará no casamento do tio. E lá fui eu, após uma super produção de R$ 50 no Extra Ipiranga para complementar os trajes, para o casamento de um colega lá do GPC.
Era o canastrão completo. Terno e calça pretos, gravata preta com detalhes em vermelho, daquelas cujo nó está pronto e tudo o que você faz é fixá-la na altura correta, camisa social rosa, sapatinho estilo Vulcabrás, preto _óbvio_, mais o panceps, que não deveria estar ali diante do espelho, mas estava.
A filhota estava linda, com um vestido djinjins (é assim que ela fala jeans) azul, com rendinhas, sapatinho e meia branca. E lá fomos para Mairiporã, ao romântico Kiosque da Kolina (é escrito assim mesmo, sorry!!!). A região é linda. A tal colina fica à beira da estrada que vai para Franco da Rocha, margeando um belo lago. Incrível como a paisagem ilude. Tal caminho bucólico é a rota para uma das cidades com um dos piores índices de qualidade de vida do Estado, endereço do Juquery, da Febem FR e de muitas mais coisas ruins, à La "Desgraceira".
Lá chegando, pontualíssimo como sempre, a pequena é recebida como superstar, pois só era conhecida das fotos que levo sempre para o escritório. O noivo, vestido naquele modelito fraque com colete estampa de sofá, cor gelo, a noiva, de branco, tomara que caia, tremiam. Pudera, a madrinha estava atrasada.
Tapete vermelho, pétalas de rosa, padre, cenário bucólico, um conjunto especializado em casamento, cujos sopradores me proporcionaram a cena mais insólita já vista num desses (no mínimo, tal cena já deve ter sido vista por quem lê a Caras, por exemplo).
Antes da entrada do noivo, um flautista, a lá Ian Anderson, invade o tapete vermelho, cheio de firlulas, tocando o tema dele. A noiva chega de carruagem, que teve que passar de novo por um determinado ponto para os câmeras registrarem tudo. Vários minutos depois, pois arrasta o pai doente, foi tirado do hospital para ir ao casório (no momento mais Jayme Monjardim do dia), ela é anunciada por um semi-elfo com aquelas cornetas estilo medieval, tipo no casamento do Shrek (rarará)... Só que esse músico, sentindo o mico, não faz piruetas...
Após a troca de alianças, tudo presenciado por minha filhinha na boca do gol, eu sento cansado e ela vira para mim:
"Você vai casar de novo, comigo já grande?".
"Eu quero casar sim, claro que não numa festa assim, mas quero".
"Mas você já está velho e dorme no claro!!!!".
"Eu não tô velho nada e dormi mais um pouquinho hoje porque estava cansado (ela acorda com as galinhas, pois pede para dormir na sala, onde não há persianas). E outra, velho também pode casar. A vida não acaba quando um casamento acaba. O meu pai, por exemplo, se ele resolver casar, lá estarei eu, assistindo, velho, ao casamento dele, qual o problema?"
"Eu não quero que você case. A mamãe já vai casar de novo".
"A mamãe vai casar de novo, ótimo, graças a Deus, e eu vou casar de novo sim, pode escrever".
Depois do papo, tomei uma coca e corremos para o playground. Nada mais sugestivo do que sacodir a poeira antes de dar a volta por cima...
A pequena hoje estava agitada. Afinal, o casamento de dois desconhecidos poderia lhe servir como uma espécie de treino para o "bico" de dama de honra que ela, em breve, fará no casamento do tio. E lá fui eu, após uma super produção de R$ 50 no Extra Ipiranga para complementar os trajes, para o casamento de um colega lá do GPC.
Era o canastrão completo. Terno e calça pretos, gravata preta com detalhes em vermelho, daquelas cujo nó está pronto e tudo o que você faz é fixá-la na altura correta, camisa social rosa, sapatinho estilo Vulcabrás, preto _óbvio_, mais o panceps, que não deveria estar ali diante do espelho, mas estava.
A filhota estava linda, com um vestido djinjins (é assim que ela fala jeans) azul, com rendinhas, sapatinho e meia branca. E lá fomos para Mairiporã, ao romântico Kiosque da Kolina (é escrito assim mesmo, sorry!!!). A região é linda. A tal colina fica à beira da estrada que vai para Franco da Rocha, margeando um belo lago. Incrível como a paisagem ilude. Tal caminho bucólico é a rota para uma das cidades com um dos piores índices de qualidade de vida do Estado, endereço do Juquery, da Febem FR e de muitas mais coisas ruins, à La "Desgraceira".
Lá chegando, pontualíssimo como sempre, a pequena é recebida como superstar, pois só era conhecida das fotos que levo sempre para o escritório. O noivo, vestido naquele modelito fraque com colete estampa de sofá, cor gelo, a noiva, de branco, tomara que caia, tremiam. Pudera, a madrinha estava atrasada.
Tapete vermelho, pétalas de rosa, padre, cenário bucólico, um conjunto especializado em casamento, cujos sopradores me proporcionaram a cena mais insólita já vista num desses (no mínimo, tal cena já deve ter sido vista por quem lê a Caras, por exemplo).
Antes da entrada do noivo, um flautista, a lá Ian Anderson, invade o tapete vermelho, cheio de firlulas, tocando o tema dele. A noiva chega de carruagem, que teve que passar de novo por um determinado ponto para os câmeras registrarem tudo. Vários minutos depois, pois arrasta o pai doente, foi tirado do hospital para ir ao casório (no momento mais Jayme Monjardim do dia), ela é anunciada por um semi-elfo com aquelas cornetas estilo medieval, tipo no casamento do Shrek (rarará)... Só que esse músico, sentindo o mico, não faz piruetas...
Após a troca de alianças, tudo presenciado por minha filhinha na boca do gol, eu sento cansado e ela vira para mim:
"Você vai casar de novo, comigo já grande?".
"Eu quero casar sim, claro que não numa festa assim, mas quero".
"Mas você já está velho e dorme no claro!!!!".
"Eu não tô velho nada e dormi mais um pouquinho hoje porque estava cansado (ela acorda com as galinhas, pois pede para dormir na sala, onde não há persianas). E outra, velho também pode casar. A vida não acaba quando um casamento acaba. O meu pai, por exemplo, se ele resolver casar, lá estarei eu, assistindo, velho, ao casamento dele, qual o problema?"
"Eu não quero que você case. A mamãe já vai casar de novo".
"A mamãe vai casar de novo, ótimo, graças a Deus, e eu vou casar de novo sim, pode escrever".
Depois do papo, tomei uma coca e corremos para o playground. Nada mais sugestivo do que sacodir a poeira antes de dar a volta por cima...
Saturday, September 18, 2004
Filha Rocker
Minha filha já é fã de um extenso repertório de rock. Eis as preferidas dela:
"O Sol que Me Ilumina" - Wander Wildner
"Dois a Rodar" - Ludov
"I Want To Hold Your Hand" - Beatles
"Train in Vain" - The Clash
Minha filha já é fã de um extenso repertório de rock. Eis as preferidas dela:
"O Sol que Me Ilumina" - Wander Wildner
"Dois a Rodar" - Ludov
"I Want To Hold Your Hand" - Beatles
"Train in Vain" - The Clash
Monday, September 13, 2004
Amor e ansiedade
Corta para a rua Vergueiro, altura da estação Ana Rosa. Acompanho o olhar apreensivo e indeciso de um homem baixo e moreno que tenta atravessar o avenidão. Ele parece me imitar, depois da indecisão na hora de cruzar metade do trajeto e chegar até o canteiro central da avenida.
Lá, depois de olhar para mim diversas vezes, ele finalmente pergunta. “Ali naquele ponto eu posso pegar o Pirituba?”. Sim, respondi, no que ele repicou, sorridente: “Sabe, é que é a primeira vez que eu ando ´pela´ aqui. Minha mulher ganhou nenê agora, ali no Hospital Vila Mariana. Foi ‘cesariano’, mas a menina é linda. Fortinha, tem três quilos e umas bochechas rosadinhas”.
Foi assim, com uma revelação espontânea e surpreendente que esse homem alegrou o meu fim de dia. Fiquei feliz em ter recebido a informação, mas fiquei chocado pela solidão dele. Entre uma calçada e outra só pude dar-lhe os parabéns e ouvir um obrigado. Não pude perguntar, mas essa criança deve ter nascido de repente ou graças às peripécias de algum plano de $aúde daqueles _como explicar um morador de Pirituba ser pai na Vila Mariana?_ e por isso ficou longe dos seus. Imagino que ele corria agora para contar a boa nova à família.
Só os pais são felizes?
Corta para a rua Vergueiro, altura da estação Ana Rosa. Acompanho o olhar apreensivo e indeciso de um homem baixo e moreno que tenta atravessar o avenidão. Ele parece me imitar, depois da indecisão na hora de cruzar metade do trajeto e chegar até o canteiro central da avenida.
Lá, depois de olhar para mim diversas vezes, ele finalmente pergunta. “Ali naquele ponto eu posso pegar o Pirituba?”. Sim, respondi, no que ele repicou, sorridente: “Sabe, é que é a primeira vez que eu ando ´pela´ aqui. Minha mulher ganhou nenê agora, ali no Hospital Vila Mariana. Foi ‘cesariano’, mas a menina é linda. Fortinha, tem três quilos e umas bochechas rosadinhas”.
Foi assim, com uma revelação espontânea e surpreendente que esse homem alegrou o meu fim de dia. Fiquei feliz em ter recebido a informação, mas fiquei chocado pela solidão dele. Entre uma calçada e outra só pude dar-lhe os parabéns e ouvir um obrigado. Não pude perguntar, mas essa criança deve ter nascido de repente ou graças às peripécias de algum plano de $aúde daqueles _como explicar um morador de Pirituba ser pai na Vila Mariana?_ e por isso ficou longe dos seus. Imagino que ele corria agora para contar a boa nova à família.
Só os pais são felizes?
A volta dos mortos-vivos
Quis matar esse blog, quis trucidá-lo, mas a inspiração voltou. E o assunto mudou. Há uma nova musa que me inquieta e que toca o meu coração. Ela escreve textos lindos, vive próxima de livros, curte músicas, filmes, diretores e atores bacanas. A lista de coincidências é imensa. Sou feliz por tê-la neste momento. E quero viver cada segundo dessas emoções, com calma, ou com "a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida"...
Sai a dor de cotovelo, entram pequenas crônicas. Sai o "eu" entram os outros.
Quis matar esse blog, quis trucidá-lo, mas a inspiração voltou. E o assunto mudou. Há uma nova musa que me inquieta e que toca o meu coração. Ela escreve textos lindos, vive próxima de livros, curte músicas, filmes, diretores e atores bacanas. A lista de coincidências é imensa. Sou feliz por tê-la neste momento. E quero viver cada segundo dessas emoções, com calma, ou com "a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida"...
Sai a dor de cotovelo, entram pequenas crônicas. Sai o "eu" entram os outros.